1 de agosto de 2009

Quantos mundos existem em mim?

(...)
São nestes versos de paixão e desencontro,
De loucura e de prazer,
Que combino palavras que sozinhas
Nada querem dizer.
É no silêncio da minha presença furtada,
Da minha vontade domada,
Que sons de uma triste canção
Ecoam sem querer.
Quantos mundos existem em mim?
Desabitados, encarcerados...
Que universo me rodeia?
Tornando-me ainda menor...

(...)

Vem enquanto é tempo de querer
Vem enquanto é possível errar
Mais tarde a juventude morre.

Patrícia Orfila