10 de maio de 2010

Obrigado, minha mãe!

Waldomiro Vanelli Pinheiro*
Hoje, nesta coluna, ficarão de lado os assuntos habituais, como direito, economia e política, que cederão espaço para uma singela e justa homenagem às mães. São palavras bem simples, mas sinceras, tiradas do fundo do coração.

Houve tempo em que ser mãe era padecer no paraíso. Mesmo com todas as dificuldades, cabia à mãe o principal papel na criação e a educação dos filhos. Os pais sempre foram mais ausentes.

Ser mãe era sinônimo de dona de casa, responsável por uma família numerosa, que aumentava a cada ano. Ninguém falava em controle da natalidade nem de planejamento familiar.

Aos poucos, os tempos estão mudando. A figura da mãe apenas dedicada ao lar, onde era a rainha, está deixando de existir. Agora, além da atenção redobrada com os filhos, as mães dividem com seus maridos as demais preocupações.

A família continua sendo o esteio da sociedade e, nela, o papel de mãe é fundamental. Uma família será bem estruturada se a mãe tiver o seu papel bem definido. A mãe é insubstituível. Sem ela, vem a sensação do desamparo. Mãe representa segurança, amor e carinho.

Quem não daria tudo para voltar no tempo, quando tinha a mãe ao seu lado, para dar-lhe um beijo carinhoso?

Felizes dos filhos que ainda podem dar um abraço em sua mãe, dizendo: eu te amo minha mãe! Entre milhões de anjos do céu, Deus te escolheu, um anjo especial, uma mulher guerreira, vinda pelas mãos divinas, para cuidar de mim.

Mãe: palavra tão pequena, com dimensão infinita, significando dizer amor, dedicação e sabedoria. Quem não experimentou amor de mãe não conhece o verdadeiro sentido do amor.

De todos os direitos de uma mulher, o maior deles é o de ser mãe, não apenas no sentido de dar a luz, mas, sobretudo, participar da vida dos seus frutos gerados ou adotados. Ser mãe é assumir de Deus, como presente, o dom da criação, da doação, do amor infinito e incondicional. Ser mãe é encarnar a divindade. Ser mãe é pensar com o coração, agir pela emoção e vencer pelo amor.

Obrigado, mãe, pelas lágrimas que choraste por mim, sem que eu jamais tenha percebido. Mas eu vi os teus olhos umedecidos pelas lágrimas que escondestes e entendi que vale a pena chorar por amor.

Eu te vi pendurando meu primeiro desenho, cheio de rabiscos, na porta da geladeira, insistindo que fizesse outro, assim, tão lindo!

Eu te ouvi rezando em silencio e tive a certeza da existência de um Deus com quem poderia conversar e confiar.

Eu lembro o teu beijo de boa noite, cheio de amor e proteção.

Obrigado, porque é pensando em ti que posso entender Deus.

Obrigado minha mãe, obrigado por tudo. Que Deus, nosso pai, continue iluminando o teu caminho ou o teu descanso eterno.

Mãe, onde quer que estejas, perdoe-me por todas as vezes que te magoei e por todas as vezes que, ao invés de te abraçar e pedir perdão, te virei as costas, vencido pela ignorância e pelo orgulho.

Feliz “Dia das Mães”!

Parabéns a todas as mães!

Advogado e Professor de Direito da URI*