25 de junho de 2013

Manuel Castells: por um Brasil que desconhecemos

Manuel Castells: por um Brasil que desconhecemos.

"Todos estes movimentos, como os movimentos sociais na história, são, sobretudo, emocionais. Não são pontualmente reivindicativos. Não é o transporte. Em algum momento, há um fato que provoca a indignação - por isso, meu livro se chama 'Redes de indignação e esperança' - provoca a indignação e, então, ao sentir a possibilidade de estarem juntos, ao sentir que há muitas pessoas que pensam o mesmo fora do âmbito institucional, surge a esperança de fazer algo diferente. O quê? Não se sabe. Mas, com certeza não é o que está aí. Certamente, é outra coisa. Porque, o fundamental, recordo-lhes, é que os cidadãos, em sua grande maioria, não se sentem representados pelas instituições democráticas. Não estão contra a democracia. Não é a velha história da democracia, não é. 

Eles são contra esta precisa prática democrática em que a classe política se apropria da representação, não presta contas em nenhum momento e justifica qualquer coisa em função dos interesses que realmente interessam ao Estado e à classe política - ou seja, os interesses econômicos, tecnológicos e culturais - a estes sim a classe política tem respeito. Ela não respeita os cidadãos. Não é minha opinião. É isso que os cidadãos sentem e pensam: que eles não são respeitados."

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