16 de março de 2014

A efemeridade/transitoriedade dos fatos, dos valores, das relações e seus efeitos no ser humano

Alguns conceitos filosóficos encaixam-se apropriadamente no âmbito da vida moderna: nunca pensou-se tanto acerca do sentido de tudo o que nos rodeia, o sentido de tudo ser como está e acontecer da forma como vemos, pois hoje o conhecimento não é monopolizado como já o foi.

Há séculos que uma geração critica sua anterior por seus valores, que já não são mais os mesmos. Essa mudança decorre de um processo natural de adaptação do modo de vida que surge através da tecnologia, por exemplo, ou até mesmo de uma constatação filosófica, como o “carpe diem”.
Na esfera pessoal, o advento dos meios de comunicação em massa – e a rapidez na troca de informações – colocou, como nunca antes, os valores sociais (conservadores) em xeque, forçando a sociedade a driblar a corrupção da moral. As relações interpessoais já não são tão duradouras, porém se dão de forma intensa e são eficientes para o ser humano à medida que satisfaz suas necessidades.
Na busca e na ânsia de se viver plenamente em meio ao caos do mundo capitalista e globalizado, verifica-se a “extinção” da vida privada, de modo a andar na contramão do individualismo que o sistema prega.
Isso posto, o estilo de vida de uma geração é reflexo e consequência de transformações de ordem cronológica. O modo de vida contemporâneo é efêmero, assim como o homem também o é e tudo que dele faz parte.