17 de junho de 2014

50 poderes impressionantes do cérebro [Número 2]: Música muda sua capacidade de perceber o tempo

Toda vez que você precisa fazer uma reclamação via telefone, fica horas escutando musiquinhas chatas. Lojas também têm música. Outros lugares que envolvem espera, como consultórios médicos, também costumam usar música. Tudo isso é projetado especificamente para lhe dar a impressão de que você está esperando há menos tempo do que realmente está.
Quando seu cérebro está constantemente distraído, você fica menos propenso a perceber as coisas em torno de si em detalhes, e isso inclui a passagem do tempo. Nosso cérebro tem uma capacidade limitada de absorção de informação, e quando alguma coisa está usando essa capacidade – como a música -, somos menos propensos a pensar coisas como: “Vou sair dessa fila de m@!#$ que não anda” e “Será que eu realmente preciso deste despertador do Garfield”?
Mas funciona da maneira oposta, também. Em algumas situações, ouvir música pode aumentar o tempo percebido. Por exemplo, ouvir música durante a execução de outra tarefa que exige concentração, como fazer lição de casa, normalmente nos leva a superestimar a quantidade de tempo que passou. A teoria é que, conforme sua mente alterna-se entre a percepção da música e a concentração na tarefa, forma memórias distintas e, quando seu cérebro pensa sobre o que você tem feito na última hora, se lembra de mais de um evento ou memória e acha que a hora foi bastante longa.
O tempo também se expande quando ouvimos uma música conhecida que não gostamos. Logo no início, nosso cérebro recorda qual é aquela canção, e todo o seu conteúdo é lembrado mentalmente. Esta “memória falsa” é extremamente vívida – trabalha exatamente as mesmas partes do cérebro que a música real. Assim, esse breve momento no qual você imagina vividamente que vai ter que ouvir cinco minutos de Latino antes de voltar à realidade é como uma dobradinha dos verdadeiros cinco minutos que você ainda vai ter que aguentar de Latino.
FONTE: Hypescience