7 de outubro de 2014

Transportes

#MobilidadeUrbana
A mobilidade diz respeito à forma como nos deslocamos pela cidade. E é exatamente porque são múltiplas as maneiras de deslocamento – a pé, de bicicleta, transporte coletivo ou de carro – que precisam ser múltiplas também as soluções.

Se por um lado se vê a falência do sistema de transporte coletivo, por outro temos milhões de brasileiros presos em congestionamentos por horas a fio, poluindo constantemente. É fundamental investir na expansão e melhoria dos serviços públicos, e é também importante exigir a produção de veículos mais eficientes e que poluam menos.

A resolução desses pontos depende de ação maciça e contínua do Governo Federal, que precisa destinar ao tema a quantidade de recursos necessários e o destaque – em planejamento e estratégia – que ele merece. É inegável também que o aumento do investimento precisa ser acompanhado de bons planos de mobilidade nos estados e municípios, por meio de medidas a médio e longo prazo. Nesse contexto, candidatos devem assumir os seguintes compromissos:
Destinação de ao menos 2,1% do PIB para mobilidade urbana, conforme proposto pelo IPEA, dando prioridade ao investimento em transporte público


Capacitação e auxílio aos municípios e estados no planejamento da mobilidade, dotando setores do Governo como a Empresa de Planejamento e Logística (EPL) de maior competência e capacidade técnica, humana e financeira para tal


Estabelecimento de padrões de eficiência energética para a produção de carros brasileiros. Os fabricantes de veículos automotores deverão alcançar metas mínimas de eficiência energética veicular, que serão progressivamente introduzidas de 2018 a 2021, até atingir a meta de 1,22 Mj/Km (megajoules por quilômetro). Se tal eficiência for alcançada, além dos benefícios ambientais a população brasileira economizaria R$287 bilhões em combustível até 2030.